Algumas considerações iniciais

Tentarei manter uma regularidade nas postagens, mas não combinarei prazos. Por ser uma das válvulas de escapes utilizadas por mim, deixarei que este blog seja alimentado de acordo com a inspiração, e não com o calendário.

Gosto dos comentários. Não são, para mim, apenas um sinal de popularidade, como a maioria dos blogs que vejo. Eles têm um significado maior, que é o de saber como as pessoas que aqui estão pensam sobre os assuntos que comento. Portanto, fique à vontade para escrever. Na medida do possível, responderei a cada um deles.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Meu dia é hoje, minha hora é agora

De onde veio o tal juízo? E as tais regras de conduta, quem as inventa? Não pretendo responder a esse tipo de pergunta, mas sempre me pego questionando o que determina que a gente faça um tipo de coisa e não outro diametralmente oposto. A sociedade gosta de cobrar atitudes, mas não corresponde com essas mesmas atitudes quando se encontra em situação semelhante.

Fico observando alguns programas de igrejas, sobretudo as evangélicas, que passam na televisão madrugada adentro (viu que falta faz uma TV a cabo?). Observo os discursos, as teorias, as possíveis soluções para os problemas (todos eles, frisa-se). Vejo uma fala sem conteúdo, um jeito de ser que eles determinam, mas que os próprios não seguem em seu cotidiano. É muito mais fácil dar pitacos na vida alheia do que mostrar, com exemplos, como se deve fazer. Uma pena que esse tipo de comportamento não fica apenas na telinha, mas é percebido o tempo todo, em qualquer lugar.

Se eu fosse fundar uma igreja, uma seita, sei lá, seria a Igreja do Bom Senso. E o que eu pregaria nessa igreja? Faça o que quiser, na hora que quiser, do jeito que bem entender, e respeite apenas uma regra, um dogma: seu ato não pode ter nenhum, absolutamente nenhum, reflexo negativo em nenhuma pessoa. Parece simples? Não é, de forma alguma. Praticamente todos nossos atos vão respingar em alguém. Muitas pessoas que não têm nada a ver com nossa vida são atingidas por coisas que fazemos. Isso vai desde um pensamento mais global, como jogar um lixo no chão, até uma coisa mais próxima, como uma palavra mais ríspida dita em um momento inoportuno.

Chega um momento em que é hora de dar um basta, mostrar que a vida corre independente de outra pessoa, independente do seu emprego e, não se assuste, da sua família também. Corre um tempo em que é preciso respeitar as vontades do coração, da sua emoção. Se for para ir embora, vá. Se for para dar um basta na relação, dê, não hesite. Quantas e quantas vezes você deixou de fazer algo que queria pensando em outras coisas sem a menor importância? Aposto que nessa última semana mesmo que se passou isso ocorreu contigo. Lógico que não é para enlouquecer, esquecer que as contas vêm ao final do mês, deixar de lado as leis e regras, magoar demais pessoas queridas. Como dito antes, tente não atingir ninguém com suas vontades, mas não fique preso a convenções sociais imbecis, que não são contestadas por ninguém e que seguem aí, influenciando a vida das pessoas, amarrando as vontades, cerceando os desejos.

Sua vida é só essa que você tem, caro amigo. Não vou entrar no mérito do pós-morte, isso não vem ao caso agora. Independente da teoria, só hoje você está aqui de fato. O seu passado conta sim, muito. Mas o seu presente é que te dá a chance de mudar, fazer diferente, buscar sua felicidade, sua realização. Ninguém sabe o que será do futuro, como será o dia de amanhã, se teremos as mesmas oportunidades de hoje. Não quero ficar esperando que as coisas se amoldem aos meus gostos. Se posso, vou lá e mudo, simples assim!

Temos muito pouco tempo! E muita coisa pra conhecer! Não se limite, não vire um quadro preso em molduras que você nem mesmo sabe quem construiu. Você nasceu sem bula, sem manual de instruções, não precisa ser metódico na conduta de sua vida. A liberdade de escolha é um dos grandes trunfos que dispomos e, portanto, devemos usar e abusar desse recurso. E tem mais uma: sem essa de ficar arrependido, se martirizando, vivendo amargurado por uma escolha que, teoricamente, não tenha dado certo. Pode não ter ficado do jeito que você achou agora, mas poderia ter ficado muito pior se a situação antiga tivesse se mantido. Ou vai negar que se a situação estivesse realmente boa, você pensaria em mudar? Duvido... se pensou em mudar, é porque algo incomodava.
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Viva, caro amigo, as mudanças de rumo que a vida nos proporciona. O novo sempre atrai, puxa nossas energias. Por que não mudar, não experimentar? Nada te impede, nada te segura. Experimente e saboreie o belíssimo gosto da mudança de vida, de hábitos, paradigmas, entre outras coisas.
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É isso.

6 comentários:

Mulher na Polícia disse...

E aí Vitão???
Não foste lá fer o Presidente Lula???

Esse post seguiu uma linha mais agressiva está calibrando as tendências para postar no novo blog???

Beijão???

Vitão disse...

Oi Mulher na Polícia...

Trabalhei na recepção do digníssimo Presidente, mas não consegui vê-lo....

Por que achou esse texto agressivo? Achei só um desabafo, um basta para coisas ruins que acontecem e que a gente precisa mudar...

Beijos!

Mulher na Polícia disse...

Sim... respondendo:

o seu estilo de post tem sido mais do tipo neutro. Traça pontos de vista e tal, mas tudo bem se não concordarem com você.

Esse último post me pareceu ser mais incisivo... deveria eu ter usado essa palavra em lugar de agressivo.

A impressão era de que você tava meio que indignado com alguma coisa ou situação... ou talvez seja apenas impressão minha.

;)

Porque não viu o Presidente???

Se tivesse falado com a pessoa certa... teria entrado na sala VIP... rs rs rs.

Trabalhou na recepção onde?

Bjinho.

Vitão disse...

Ë... seu faro tá apurado mesmo, hein? Caramba.... é mais ou menos por aí que saiu esse texto...

Trabalhei no controle de trânsito na visita do ilustre...hehehe

Beijos

sinequanon disse...

Concordo, minunciosamente, com todos os pontos. É isso aí!

Vitão disse...

Olá sinequanon,

Obrigado pela visita. Esteja a vontade para sugerir temas, criticar, etc.

Volte sempre.

Valeu!